sábado, 10 de setembro de 2011

Uma aventura…

Um dia vou levantar-me da minha cama, vou olhar à minha volta e revoltar-me com a minha vida rotineira. Vou pegar no maior malão que tenha no armário, e vou enchê-lo até acima com as minhas roupas, os meus sapatos, a escova dos dentes, o telemóvel e algum dinheiro. A caminho do carro ligo às amigas e aos amigos, digo-lhes para encherem o seu malão, da mesma maneira que eu o fiz. Vou pegar eles, e metemo-nos à estrada sem olhar para trás!
 Passamos a fronteira de Espanha, e paramos para comer qualquer coisa, depois vem um e outro copo, e com tantos copos já ninguém se sente capaz de agarrar no volante. Decidimos parar numa pensão (?) Numa pensão, porquê? Somos poucos, não temos muito dinheiro. Vamos voltar para trás?! Não, ainda não! Baixamos os bancos traseiros, e depois os dianteiros, até que há espaço para todos. Duas ou três camisolas enroladas para fazer de travesseiro, umas mantas por cima uns dos outros, e BOA NOITE!
É outro dia, existe tantas coisas que temos vontade de fazer. Comemos umas bolachas e uns pacotes de leite que alguém se lembrou de trazer, metemo-nos de novo à estrada. Vamos parando para comer, vamos parando para fotografar, vamos parando para beber, vamos parando para rir e rir, ah e rir, claro. Hoje dormimos na praia com a fogueira acessa, amanhã vamos na estação, o carro ficou pequeno, mas não importa onde seja. Descobrimos tantas coisas de tantas outras coisas, mas o mais importante é que cada um foi-se descobrindo a si próprio.


Um dia, eu acordei e fiz tudo isto.
“Um dia” é uma expressão perigosa. É um código para nunca.
Mas, EU VOU tirar o malão do armário assim que possa.

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